XCIDU PUCRS POA

» Postado por em mar 15, 2018 - blog, Destaques

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O X CIDU – Congresso Ibero-americano de Docência Universitária: “O envolvimento estudantil na Educação Superior” é um congresso destinado a promover um espaço de encontro entre professores, estudantes e pesquisadores, de diferentes áreas do conhecimento, de países da Comunidade Europeia e da América Latina. O evento é organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul/PUCRS – com o apoio do Centro de Estudos em Educação Superior – CEES/PUCRS e promovido pela Associação Ibero-americana de Docência Universitária – AIDU – http://redaberta.usc.es/aidu.

Desde 1999 na Universidade de Santiago de Compostela até nosso próximo encontro em 2018 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, os Congressos Ibero-americanos de Docência Universitária (CIDU) promovidos pela AIDU têm ocorrido em diferentes sedes e sobre diversos temas de interesse comum da docência universitária, os quais podem ser acessados em: http://redaberta.usc.es/aidu

O X CIDU – Congresso Ibero-americano de Docência Universitária tem como tema central o Envolvimento Estudantil na Educação Superior, sendo este um tema relevante e de expressivo interesse na atualidade. A nova docência deve construir-se tanto por aspectos relacionados à aprendizagem como ao ensino; tais processos devem potencializar a autonomia e o compromisso pessoal dos nossos estudantes porque eles são, no final, os autênticos protagonistas de sua formação. São ideias que marcam, certamente, um novo horizonte para a Didática Universitária, mas resultarão em utopias se não vão acompanhadas de novas ideias sobre como desenvolver processos de ensino e de aprendizagem que as considerem como ponto de partida. Reforçar o envolvimento dos estudantes na vida universitária não é somente responsabilidade deles, é um desafio compartilhado entre instituição, professores e estudantes. Necessitamos repensar e redesenhar o projeto formativo que oferecem nossas instituições e as coreografias didáticas que se habilitam para que esse projeto resulte exitoso. Esse é o propósito central de nosso Congresso, ou seja, juntos compartilharmos ideias e experiências que nos permitam identificar as condições materiais, organizativas, didáticas e afetivas que busque resultados plausíveis para um elevado engagement de nossos estudantes.

Como é habitual em nossos eventos, junto à temática central do Congresso, abriremos, também, espaços para a apresentação de comunicações e o desenvolvimento de simpósios sobre diferentes linhas temáticas de interesse comum para a Universidade e a Docência Universitária. Nesse sentido, as linhas temáticas totalizam 13 (treze) abordagens:

  1. Permanência e Fidelização na Educação Superior

O abandono e, em menor grau, a mudança de carreira tornou-se para muitas instituições da Educação Superior um problema urgente. É de vital interesse conhecer pesquisas e/ou iniciativas estratégicas sobre este assunto que sejam relevantes para o propósito do Congresso.

  1. Internacionalização da Educação Superior

Para uma Associação Internacional como é AIDU, abrir os estudos de Educação Superior ao contexto nacional e internacional é um dos eixos fundamentais da boa docência. Resulta, assim, de expressivo interesse conhecer experiências nesse sentido, bem como estudos que permitam contrastar sua eficácia na formação dos estudantes da Educação Superior.

  1. Políticas e Gestão da Educação Superior

Ainda que nossos Congressos se centrem mais na Docência do que na Gestão Universitária, é sabido que a docência também está relacionada com instâncias para além da prática, dentre elas: as políticas e a gestão da educação superior. Em nível macro, pelas políticas de formação e, em nível micro, pelo modo como se desenvolve a gestão institucional.

  1. Tecnologias Digitais na Educação Superior

As tecnologias digitais têm influenciado os formatos tradicionais da educação universitária e estão permitindo gerar outros novos tipos de educação virtual. Atualmente é difícil conceber a Educação Superior dissociada dos componentes digitais, dimensão na qual constantemente emergem novos desafios. Assim, este é um tema necessário nos congressos sobre docência universitária.

  1. Formação Discente e Espaços de Atuação

A formação discente está intimamente ligada com a proposta de curso, com os espaços de atuação profissional, com as demandas e com o entendimento que se tem sobre a formação integral do sujeito. É importante pensar nos diferentes espaços de atuação profissional para além dos tradicionalmente existentes.

  1. Currículo e Percursos Formativos

O currículo é, provavelmente, o espaço de pensamento e atuação mais importante na Educação Superior. Entendido como o projeto formativo que constitui cada instituição, nos permite analisar criticamente o que se está fazendo e, por sua vez, desenvolver novas propostas formativas capazes de romper com a linearidade e com a reprodução trivial nas quais algumas didáticas ficaram paralisadas.

  1. Práticas Pedagógicas e Inovação na Educação Superior

Tornar visível  a relevância de compartilhar boas práticas docentes. Esta é uma das estratégias que está proporcionando mais retorno, do ponto de vista da inovação didática. Diante de algumas propostas utópicas ou inviáveis, as quais pouco se adaptam às condições reais de atuação de muitas instituições, as boas práticas constituem a “mudança possível”, algo que outros colegas em condições muito similares às nossas têm sido capazes desenvolver e colocar em prática.

  1. Desenvolvimento Profissional e Formação Docente

A construção da identidade docente e a progressão na carreira profissional constituem, na atualidade, um dos âmbitos mais importantes do debate sobre docência universitária: como os professores concebem sua identidade como docentes, como incorporam os diversos âmbitos de atuação (docência, investigação, exercício profissional, extensão, etc.), e como visualizam sua progressão laboral. Todos estes são temas de relevante impacto para o corpo docente.

  1. Avaliação na Educação Superior

A avaliação, no novo quadro processual das competências, tornou-se um processo complexo e pleno de desafios para os professores. Os dispositivos habituais de avaliação dos alunos, em geral, não estão em conformidade com as exigências da globalização e a interdisciplinaridade do modelo de competências. E em relação à avaliação de cursos e das instituições de Educação Superior, os sistemas avaliativos atuais, embora incorporados na cultura institucional, ainda apresentam desafios não superados que precisam ser tensionados com novas perspectivas e formatos de avaliação.

  1. Redes de Pesquisa e Colaboração

Um dos objetivos da AIDU como Associação de Docência Universitária é, justamente, identificar redes e gerar sinergias coletivas que nos permitam abordar juntos projetos locais, regionais, nacionais, internacionais e multiculturais. Por isso, os congressos reservam sempre um espaço particular para elas.

  1. A Escrita Acadêmica na Educação Superior

A Universidade constitui um espaço privilegiado de formação não somente em termos de conhecimentos e habilidades específicas de uma profissão concreta, mas também de desenvolvimento de sujeitos com elevado domínio nas chamadas competências gerais, dentre as quais a escrita acadêmica ocupa um lugar privilegiado.

  1. Qualidade de Vida na Universidade

A universidade é, naturalmente, um lugar de aprendizagem privilegiada, constante e progressiva. Sendo assim, e em um nível de consideração ainda maior, a universidade é um “lugar de vida”. Estudantes e professores passam muitas horas na universidade, ganhamos e dedicamos muito tempo a ela. A qualidade de vida é, portanto, um dos principais compromissos que a universidade deve assumir em relação às pessoas que nela vivem e que dão vida a ela. No entanto, atualmente, esta não tem sido uma preocupação habitual de nossas instituições.

  1. Diversidade e Inclusão

Este é um dos novos âmbitos de estudo e investigações. Necessitamos incluir a diversidade como critério de atenção a nossos estudantes: diversidade cultural, de capacidades e recursos pessoais, de identidade de gênero, de inteligências, de talentos. Tais enfoques visam a estabelecer sinergias institucionais e pessoais que facilitem avançar na melhoria da Educação Superior.

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